4 de setembro de 2010

Eu me descubro ainda mais feliz a cada pedaço seu e de tudo que é seu. As vezes você é tao boba, e me faz sentir tao boba, que eu tenho pena de como o mundo era bobo antes da gente se conhecer.
Eu queria assinar um contrato com Deus: se eu nunca mais olhar para mulher nenhuma no mundo, sera que ele deixa voce ficar comigo para sempre?
Eu descobri que tentar nao ser ingenua é a nossa maior ingenuidade, eu descobri que ser inteira não me dá medo porque ser inteira já é ser muito corajosa, eu descobri que vale a pena ficar tres horas te olhando sentada num sofá mesmo que o dia esteja explodindo lá fora.
E quando já nao sei mais o que sentir por você, eu respiro bem fundo perto de sua nuca, e começo a querer coisas que eu nem sabia que existiam.
Quando a gente foi ver o por-do-sol, a gente ficou abraçado, e a gente se achou brega demais, e a gente morreu de rir, eu senti um daqueles segundos de eternidade que tanto assustam o nosso coração acostumado com a fugacidade segura dos sentimentos superficiais.
E eu tive vontade de fazer ginastica, ler, ouvir todas as musicas legais do mundo, aprender a cozinhar, arrumar seu quarto, escrever um livro, ser mãe. E aí eu só olhei bem pra longe, muito alem daquele Sol, e todo o meu passado se pôs junto com ele. E eu senti a alma clarear enquanto o dia escurecia.

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