7 de outubro de 2010

Sinto a maravilha, sinto o terror, como um compositor a descobrir pela primeira vez as obras de Mozart. Ela mexe-se e abre os olhos, encolhendo-se docemente, e de súbito lamento a minha loucura, porque sei que irá começar a chorar e a gritar, porque é isso que sempre faz. Sou impulsivo e fraco, eu sei, mas sinto um forte impulso para tentar o impossivel e inclino-me para ela, as nossas faces ficando mais proximas.

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