29 de setembro de 2010

Fez sol. Um dia lindo, e minha alma renovada, até que me chamam para fazer um editorial bem lá na zona leste, eu quase não posso mais escutar são Paulo, quanto mais zona leste, e você já deve saber o porque. E por fim havia uma vontade louca de ir até sua casa, te olhar, deixar flores em seu portão, apertar campainha e sair correndo, te mandar pro inferno, chorar, dizer te amo, me perdoa. Nada disso consegui.
Apenas me vi entre semáforos, pessoas correndo, faixa de pedestres.Me vi virando sua esquina, saindo do carro e simplesmente sentando na calçada do outro lado da rua, fiquei por um tempo, olhando o portão, lembranças vagas, vagas até demais. Mas você não apareceu. Me vi indo embora para a família que construí, mas sempre olhando pra trás, sempre esperei que viesse correndo me pedindo pra ficar, nada aconteceu. Você me esqueceu, e não me dei conta de quando exatamente isso aconteceu. Não te esqueci, apenas vai ficar oculto bem aqui dentro, desejo do fundo do meu coração que fique tão oculto, que esqueça, definitivamente perdi muitas horas pensando no que faria, e acreditando que o tempo é capaz de apagar, o tempo só nãos faz sentir mais ainda a perda que tivemos. Não me acustumei, você sim. Que seja assim então. Doce, amargo, feio, bonito, chuvoso, claro, flores, espinhos. Odeio meio termo, ou é ou não é. Não é.
                                        p honorio

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